sábado, 16 de outubro de 2010

O SUPLÍCIO DO COLETIVO



O renomado jurista e filosofo nascido, na bela e tão conhecida França, Michael Foucault, ao escrever o livro Vigiar e Punir abordou como tema a evolução e o nascimento da famosa cadeia que hoje conhecemos. Nos séculos anteriores quando alguém era condenado por um crime, sua sentença era proporcional ao seu delito, a prisão servia apenas de lugar para onde o réu iria para esperar o seu julgamento. Condenado pelo juiz teria como sua “recompensa” o que Foucault denominou de suplício do corpo. Um grande exemplo para que se entenda o que é este suplício, são as famosas cenas de filmes medievais em que ao ser condenado o réu pagará sua pena no meio da praça publica (para que sirva de exemplo a todos os moradores, para que não tornem-se delituosos também), e ao chegar, estará um carrasco encapuzado o esperando para decepar sua cabeça ou torturá-lo até a morte, na presença da população. As cenas que você assiste nos filmes hollywoodianos são uma “fixinha”, comparado ao que realmente acontecia, pegue cada uma dessas cenas vista por você, e multiplique a violência, a tortura por 100.

Com o surgimento de pensamentos como os direitos humanos, foi-se desfazendo e trocando de modalidade de tortura, agora não mais o corpo do homem era o alvo a ser castigado para responder pelos seus pecados perante a sociedade, e sim agora, a sua mente que deve padecer. Denominado por Michael Foucault de suplício da mente, por agora tirar do homem o seu bem mais importante e valioso depois da vida que é a sua liberdade. O sistema carcerário tornou-se a solução para se sair do suplício do corpo.

E agora chego ao meu foco principal neste texto que me deixa mais intrigado, “Será que o golpe pesado do Estado que é desferido à mente das pessoas delituosas, somente elas que o sentem?” Um dia trabalhando com meu pai ouvi um rap que contava a história triste de quem vive no presídio, uma parte do refrão que também é o inicio da letra da musica foi quem mais chamou a minha atenção.
“Sinto uma grande vontade de chorar, ao ver a minha mãe/família aqui vindo me visitar.”
 (Musica: Dia de visita. Grupo: Realidade cruel)

Com minha curiosidade atiçada, entrei na internet e procurei saber um pouco mais sobre esta musica, foi quando descobri que havia também um clipe da mesma. Comecei a lembrar do livro*2 que fui obrigado a ler no primeiro semestre do meu curso de direito e refleti sobre seus ensinamentos logo após de assistir seu clipe. Percebi que quando uma pessoa entra para o sistema prisional com ela findam todas as suas expectativas de vida. Quando se esta dentro não se “entra” sozinho a todo um grupo de pessoas que compartilham, a todo instante da dor de quem teve a sua liberdade retirada por conseqüência de sua conduta.

Este suplício mental acaba como um efeito dominó, iniciando no sujeito que foi condenado e depois parte para toda a família. Começando o sofrimento primordialmente pela Mãe, que mesmo sabendo de toda a história de má conduta do filho, na maioria das vezes nunca deixa de amá-lo. Depois vêm os filhos, a esposa, os irmãos e algumas vezes os amigos, que compartilham desse sofrimento. Portando o Estado ao desferir o seu golpe em busca de uma “justiça” esta supliciando não apenas a pessoa a quem foi direcionada a sanção, mas todo um emaranhado de pessoas que contem laços sanguíneos e/ou afetivos.


2 Vigiar e Punir: historia da violência nas prisões - Michael Foucault  

VIGIAR E PUNIR

“(…) Acendeu-se o enxofre, mas o fogo era tão fraco que a pele das costas da mão mal e mal sofreu. Depois, um executor, de mangas arregaçadas acima dos cotovelos, tomou umas tenazes de aço preparadas ad hoc, medindo cerca de um pé e meio de comprimento, atenazou-lhe primeiro a barriga da perna direita, depois a coxa, daí passando às duas partes da barriga do braço direito; em seguida os mamilos. Este executor, ainda que forte e robusto, teve grande dificuldade em arrancar os pedaços de carne que tirava em suas tenazes duas ou três vezes do mesmo lado ao torcer, e o que ele arrancava formava em cada parte uma chaga do tamanho de um escudo de seis libras. Depois desses suplícios, Damiens, que gritava muito sem contudo blasfemar, levantava a cabeça e se olhava; o mesmo carrasco tirou com uma colher de ferro do caldeirão daquela droga fervente e derramou-a fartamente sobre cada ferida. Em seguida, com cordas menores se ataram as cordas destinadas a atrelar os cavalos, sendo estes atrelados a seguir a cada membro ao longo das coxas, das pernas e dos braços.”

Assim se inicia o livro Vigiar e Punir 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

EU, VOCÊ E O MACHISMO


É engraçado como o assunto machismo em uma roda de conversa entre amigos deixa as mulheres chateadas. O homem com seu ego super faturado, sempre vai se engrandecer enquanto que as mulheres são menosprezadas (provavelmente para contra atacar que inventaram o feminismo. Não sei de onde surgiu esta expressão “machismo”, mas sei para que foi criada, para que nós homens achemos que somos superiores em  relação a tudo com sobre as mulheres, mais fortes mais inteligentes mais rápidos mais preparados, traduzindo os mais “foda”

Não vou mentir dizendo que não sou machista já brinquei muito de contar piadinhas para fazer minhas amigas e até mesmo minha namorada ficar com raiva (faço apenas com as mais intimas). Mas o que me deixa mais “emputecido” são essas mulheres que são contra as piadinhas, e ao mesmo tempo são as maiores disseminadoras do pensamento machista. Ai você me pergunta mais como assim?
Para mim o maior símbolo do machismo em que o homem pode tudo e a mulher fica calada e comporta-se como deve é a MÃE. E vou explica o por que. Qual a primeira brincadeira que uma criança do sexo masculino aprende com os pais? Acertou aquele que respondeu “cadê o pintinho da mamãe?” e ele inocentemente responde “Tá ati”. Ela mostra para o pai que fica alegre e mostra para sua irmã, que mostra para sua amiga, e para os vizinhos e todo mundo rir, e acha lindo. O moleque todo contende ao ver que é o alvo das atenções, e pedindo para que ele faça cada vez mais e mais. Pergunto Eu agora qual mãe faria a mesma brincadeira com sua filha? Como é diferente as formas de tratamento dos pais a cada um dos filhos quando se tem um casal, toda menina bonitinha que passa é a namorada do filho. E com sua filha isso nunca pode acontecer.

Pelos moldes e padrões, o machismo ta dentro de cada um de nós.  Aprendemos desde o berço a como nos comporta perante a sociedade, e a família é a primeira escola que nos ensina a ser o que somos. Todavia crescemos fazendo escolhas que mudam nossas vidas, portando seja como for o seu pensamento em relação a este tema, não se esqueça de tratar as pessoas do jeito que você gostaria de ser tratado por elas independente de seu gênero e trate a mulher como uma flor delicada que somente um jardineiro dedicado sabe cuidar, e como uma gata selvagem que apenas um bom caçador sabe dominar sua presa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

TIRANDO O CABAÇO


Oi  meu nome é Gerson Estevam após ler varias vezes os blog de  meu sensei a quem me ajudou muito a ter uma mente aberta sem aquelas famosas viseiras de cavalo (que todo mundo usa como exemplo, sobre esse assunto) seu nome é   Eraldo mais conhecido como Agô e de uma amiga a quem compartilho muitas conversas gostosas conhecida como Kelly. Veio a vontade de falar aqui por este instrumento,  expor minha loucuras ,eu acho.
Não sou uma pessoa bonita, e nem tão pouco inteligente às vezes acabo sendo preguiçoso e bagunceiro, também não sou bom com as palavras, principalmente na hora de escrevê-las, bom ai vocês irão me perguntar “então porque você esta fazendo isso” e eu iria responder, “sei lá, me deu vontade”
Portanto hoje para tirar o cabaço do meu blog tenho a dizer, a todos que aqui vocês ao lerem os conteúdos, alguns poderão até concordar comigo, outros podem querer a minha morte. Sou curto e grosso e não envio recados, colocarei pensamentos e fatos que me rodeiam, também não esperem poesia ou alguma coisa do tipo “ooooooooolha que bunitinho”